terça-feira, 8 de abril de 2014

Oração do dia: Kaô Kabecilê Xangô!

Kaô Kabecilê Xangô!

Salve meu rei, salve o Deus do trovão.Senhor das pedras que se fazem montanhas pela persistência e determinação.

Que essa mesma determinação seja percebida em meu caráter no propósito de fazer o bem e valorizar as
oportunidades que tu me dás.

Que eu seja apontada e reconhecida como afilhada Tua, Pai, executando com fervor e concentração os trabalhos a mim confiados, honrando as oportunidades que recebo para executar o planejamento divino de me melhorar enquanto espírito cooperando para a construção da paz e da equidade.

Que eu seja capaz de ouvir Teu brado quando estiver de pé embaixo da montanha sem saber como subir e que seja esse brado a voz que despertará a minha coragem para cumprir meu destino, sabendo que quem caminha contigo verá a pedra verter água e se transformar em cachoeira para saciar a sede daqueles ansiosos por justiça. Verá flores nascerem sob suas pegadas enquanto se estiver marchando para o bem. Ouvirá o ronco do trovão declarando que é tempo de luta, mas que o bom combate também dá a certeza da paz mesmo estando em guerra.

Louvado seja, Pai, teu calor, que corre nas minhas veias e me renova, transmutando meu interior e me mostrando que sem luta não há vitoria.

Que teu cajado me guie, que tua pedra me sustente e que teu fogo me renove hoje e sempre!

Kaô Xango!!!

domingo, 6 de abril de 2014

Fé em 847 terreiros do Rio ganha livro contra a intolerância

Matéria da Pesquisa de Mapeamento dos terreiros do Rio de Janeiro, idealizada pela Casa do Perdão e realizada pela PUC-Rio:




Fé em 847 terreiros do Rio ganha livro contra a intolerância

Pesquisadoras da PUC-RJ fazem estudo sobre realidade de praticantes de religiões de matrizes africanas na cidade.

“Umbanda não é quimbanda, candomblé só africano”, já diferenciava um verso de “Linha do candomblé”, uma das curimbas de terreiro mais antigas e famosas do Brasil. Mesmo assim, dúvidas, preconceito e pouca informação sempre deixaram as religiões de matrizes africanas, tradicionalíssimas no território carioca, numa zona nebulosa. Não se sabe muito bem onde se concentram, quem é praticante ou não e o endereço dos centros. E é de se espantar que apenas agora elas estejam sendo colocadas oficialmente no mapa do Estado do Rio.

As responsáveis são as pesquisadoras da PUC-RJ Sonia Giacomini (Departamento de Ciências Sociais) e Denise Pini (Departamento de Serviço Social), que juntas escreveram “Presença do axé - Mapeando os terreiros no Rio de Janeiro”, parceria das editoras PUC-RJ e Pallas, cujo lançamento será no dia 6 de maio, na PUC-RJ. Depois de uma vasta pesquisa iniciada em 2008, elas fizeram, pela primeira vez no país, o que chamam de uma cartografia social dos locais de culto na cidade. Ao todo, foram mapeados 847 terreiros, com visitas a cada casa.


— Fomos procuradas pelas lideranças dessas religiões de matrizes africanas para a realização da pesquisa. Elas queriam muito isso — conta Sonia Giacomini.

A reivindicação do mapeamento se dá por conta da até então inexpressiva voz que os praticantes dessas religiões sempre tiveram nos resultados de pesquisas, como as do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Como nessas pesquisas não é permitido assinalar mais de uma religião, grande parte dos adeptos da umbanda ou do candomblé se considera católica, religião dominante no país.

De acordo com o último Censo Demográfico realizado pelo IBGE, em 2010, 3.229.192 pessoas disseram ser católicas apostólicas romanas; 1.477.021, evangélicas; e apenas 81.662, praticantes da umbanda e do candomblé.

— O trânsito religioso, ou seja, uma pessoa transitar por mais de uma religião, está aumentando muito, mas essas pesquisas não identificam isso — observa Sonia. — Esses resultados, que não correspondem à realidade do Rio, acabam tirando qualquer voz ativa que esse grupo possa ter. Nossa pesquisa mostra que há muito mais terreiros de religiões de origem africana do que se poderia imaginar.

Os resultados míopes dos censos demográficos ficam mais evidentes quando o número de templos religiosos são comparados. Segundo a Arquidiocese do Rio, existem no estado 1.147 locais de cultos católicos. Já os 847 terreiros mapeados pela pesquisa da PUC-RJ não representam, segundo Sonia, nem de longe a totalidade deles no Rio.

O mapeamento contou com cerca de 30 profissionais — a maioria pesquisadores de campo — e um conselho religioso, o Griot, formado por 14 líderes de religiões africanas. Uma constatação foi o aumento da intolerância. Localizados em sua maioria na Baixada, os terreiros e seus frequentadores sofrem constantes agressões, verbais, morais e até físicas.

— O aumento da intolerância está diretamente ligado ao crescimento das religiões pentecostais — diz Sonia.

Segundo o livro, as agressões são variadas: desde um evangélico divulgando sua religião com um carro de som na porta de um terreiro até denúncias de cárcere privado à polícia quando há um praticante num ritual de iniciação na umbanda ou no candomblé.

(Fonte: http://oglobo.globo.com/rio/fe-em-847-terreiros-do-rio-ganha-livro-contra-intolerancia-12106229#ixzz2y7Wetdqn)


Oração diária: Louvado seja!




Pai, obrigada por ter descoberto na seara Umbandista o caminho que me leva a Ti!

Realmente, não é fácil trilhar pelos ensinamentos do CABOCLO das 7 Encruzilhadas, pois há muito de superação de mim mesma...

E é por isso que te imploro que me ampares. Nos momentos que o cansaço me açoitar o corpo, que eu lembre que muitas vezes não me cansei em procurar as desventuras mundanas.

Quando o fardo parecer pesado demais que eu lembre quantas vezes os pretos-velhos me ampararam em seu colo.

Quando as fibras mais íntimas da minha coragem forem desafiadas, que eu me lembre que não temi me perder nas ilusões.

Quando muitos a minha volta parecerem desistir de lutar em teu exército que eu me lembre dos dizeres de Salomão "mil cairão ao teu lado, 10 mil a tua direta e tu não serás atingido".

Quando eu for testada, provada e parecer que sucumbirei que eu lembre que o Senhor só me proporciona provas de acordo com meu merecimento e necessidade de evolução.

Ah, Pai! Que eu guarde nas profundezas do meu coração o ensinamento de cada Entidade e em especial a frase da Vovó Joana que diz: "Na Umbanda é assim: um dia você escuta, no outro você aprende e no outro você é testado!" fazendo com que eu não tema os testes e prove dessa minha passagem pela terra mantendo-me de pé, firme e atuante como soldado do Teu exército a levar a Tua bandeira onde minhas forças puderem ir.

Louvado seja!

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Informativo Casa do Perdão Edição Nº 3 - Abril / 2014

Nosso informativo reúne as principais notícias sobre as nossas atividades e sobre o que acontece no cenário das religiões afro-brasileiras. As notícias são postadas neste blog e em nossas redes sociais e você pode receber todo o conteúdo diretamente em seu email.

Para se cadastrar e passar a receber nosso informativo mensal, basta enviar uma mensagem para o email: comunicacao@casadoperdao.com.br  .



terça-feira, 1 de abril de 2014

Corrente espiritual toda terça-feira às 20h


1º de abril - Dia da Abolição da Escravidão Indígena

Dia 1º de abril é comemorado o Dia da Abolição da Escravidão Indígena, porque neste dia, em 1680, foi promulgada uma lei que "acabava" com o cativeiro dos índios no Brasil.

Alguns estudiosos consideram essa lei realmente uma pegadinha de primeiro de abril (também considerado o dia da mentira), pois mas na verdade, a lei proibia a escravização de novos índios, mas não libertava os cativos adquiridos antes de sua promulgação. Somente em 1755 é que foi realmente promulgada uma lei que abolia a escravidão indígena no Pará e Maranhão, expandida em 1758 para o, então, Estado Brasileiro. (Fonte: Educação Pública)

Nossa oração de hoje é em homenagem a este povo tão sagrado e tão importante para a história e cultura do nosso Brasil.

A Casa do Perdão, durante o evento Rio + 20, recebeu em sua sede os indígenas da etnia Pataxó, da Aldeia Coroa Vermelha, do extremo sul da Bahia. Veja mais fotos em nossa página do facebook.


Oração do dia: Okê meus Caboclos! Salve o Caboclo das Sete Encruzilhadas!


Louvados sejam meus ancestrais indígenas, donos dessa terra que o homem branco chamou de Brasil.

Terra imaculada com a cor da pele dos donos das matas, rios, mares e cachoeiras e tudo mais. Fiéis servidores dos Deuses refletidos na magia da natureza tão rica, tão misteriosa e tão bela.

Minha raízes, meus Caboclos, foram regadas pelo sangue índio derramado no solo desse país. Escravizado, ultrajado, violentado, mas resistente. Mantendo a custa da bravura dos guerreiros e guerreiras a sua fé, trazendo sua cura através das flores, folhas, raízes, troncos e frutos independente da cor da pele que o homem vestia naquela encarnação, mas permeado pela matiz dos sentimentos que pairavam no coração do espirito sofredor que recorria ao seu auxílio.

Ah, meus capangueiros! Meus pajés, caciques, guerreiros!
Que seu espírito de luta esteja vivo em mim para que eu seja capaz de servir a Umbanda.

Que seu seja fiel ao sangue que meus irmãos derramaram na luta pela resistência à escravidão, pois "lá nas matas, lá na Jurema, é uma lei severa, é uma lei sem pena!" devolvendo em trabalho pela Umbanda toda a proteção que os senhores e senhoras me deram até o dia de hoje.

Ah, enviados da Jurema! Que sejam as tuas folhas a minha vestimenta. A tua água a matar a sede do meu espírito. O silêncio das matas a resposta ao meu pedido de paz. O canto dos pássaros a mensagem divina aos meus questionamentos. O brilho do sol a luz de Tupã a me guiar. Que seja a Tua Flecha, disparada pela mão do grande arqueiro divino, a diretriz do meu destino.

Okê meus Caboclos! Salve o Caboclo das Sete Encruzilhadas!